sábado, 30 de junho de 2012

2º Arraia do Cartucho

    
     Festa linda! Amigos Especiais! Não teria como não agradecer primeiramente a Deus que permitiu que a festa saisse como nós sonhamos... Obrigada Deus por nos permitir realizar mais esse sonho e que nosso objetivo (conserto das janelas do HAMCC) possa ser realizado com o dinheiro arrecadado nessa festa.

     Agradecimento mais do que especial aos grupos: Dibobeira, Receita do Pagode, Edy e Ivan e ao Dj Sagati que com a doação dos seus shows levaram alegria a nossa festa.

     Agradecimento as pessoas que ficaram nos bastidores da organização da festa, mas nos ajudaram para que ela fosse esse sucesso, Rotary Club de Campos São Salvador (em especial ao casal presidente 2011-2012 Ricardo Cruz e Ana Marcia, que são incansaveis em nos ajudar), a Loja Maçonica Libertas Quae Será Tamem, Fátima da Projex, Supermercado Preço Bom Plus, Hortifruit, Srª Sandra Toledo, Sr. Eduardo Parente, Sr. Uara Pereira, Grupo Folha da Manha, Radio 97 FM, Radio Continental, Centro Grafico da SCMC, Alcedina, "Amigo" Walace, Grupo da Terceira Idade Lua Prateada, Lions Clube, Elaine (Setor de Eventos da PMCG), Ana Paula Pudim, Guarda Civil Municipal, Funcionários do HAMCC, ao marcador da quadrilha Sr. Sapo, aos funcionários e seus familiares que participaram da quadrilha, as Grupo "Mães do Cartucho" que fizeram as delicias da barraca de milho, ao casal Heloisa e Zé Augusto que todos os anos ficam em nosso caixa, aos familiares dos pacientes e todos que prestigiaram a nossa linda festa e claro, ao nosso quarteto mais do que fantastico (Fátima, Clarisse, João Victor e Atila).

Receita do Pagode

Receita do Pagode

Receita do Pagode

Dj SaGaTi

Quadrilha dos funcionários do Cartucho


Quadrilha dos funcionários do Cartucho

Quadrilha dos funcionários do Cartucho

Quadrilha dos funcionários do Cartucho

Dibobeira
 
 
Dibobeira


 Dibobeira


Dibobeira

Clarisse, Acaua, Fátima e Thiago Chila

Edy e Ivan

Edy e Ivan e as suas dançarinas

Flávinha arrasando com Edy e Ivan


Não faltou corações apaixonados pedindo pro Edy ler os recadinhos do "correio do amor" no palco


domingo, 27 de maio de 2012

Carta enviada ao Luciano Hulk.

  Olá Luciano,
    
    Trabalho no Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro que é uma instituição carente e é o único hospital no estado do Rio de Janeiro de longa permanência (um hospital onde os pacientes normalmente permanecem por tempo indeterminado, porque são portadores de doenças crônicas e necessitam de cuidados médicos e de outras especialidades como fisioterapia, fonoaudiólogia, dentre outras) com 120 leitos. A maior parte dos pacientes são idosos, ex-moradores de rua, que apresentam doenças que comprometem tanto a motricidade como as funções cerebrais, e conseqüentemente levando a perda de autonomia e independência. A maioria depende de ajuda de terceiros para realização das atividades de vida diária (tomar banho, vestir-se, alimentar-se, etc..) e tomar decisões sobre a vida, o que acarreta alem de problemas patológicos, problemas sociais pois alguns pacientes poderiam ser cuidados em casa, mas para tal é necessário que as famílias tenham recursos financeiros para custear cuidadores, fisioterapeuta, fonodiólogo, consultas médicas, muitas vezes material para curativos, alimentação apropriada para àqueles que utilizam sonda gástrica ou nasoentérica e medicamentos. Com isso, alguns pacientes tem o carinho dos familiares que os visitam e estão impedidos de te-lo em casa por falta de recursos financeiros e temos pacientes que alem desses problemas, são deixados aqui e que as famílias não vem visitar e contam sempre com o carinho e atenção de nos funcionários.

O Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro em Campos dos Goytacazes (RJ) era uma chácara que foi doada por um comerciante da cidade, que fez questão de deixá-la em testamento para instalação de um hospital, que então recebeu o nome do doador.

O nosso objetivo é proporcionar aos nossos pacientes um tratamento digno, objetivando sempre que possível a reabilitação total, mas quando isso é inviável,  nos esforçamos para adaptá-los a nova realidade de vida, e  que os mesmos possam ser reintegrados as suas famílias e a sociedade com maior independência e autonomia (capacidade de tomar decisões sobre a própria vida) trazendo menos desgaste à família e ao paciente.
           
Para o sucesso de nosso trabalho sempre contamos com a ajuda e a “boa-ação” dos nossos amigos no intuito de conseguir doações de alimentos, roupas, materiais de higiene pessoal e limpeza, medicamentos, materiais para curativos. Ano passado nos realizamos uma festa-junina e esse ano já realizados um chá-fraterno no intuito de arrecadar fundos para o nosso hospital para realizarmos pequenas reformas e o chá fraterno foi no intuito de arrecadar fundos para que os nossos pacientes pudessem realizar um projeto de artesanato onde nossos funcionários (enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêutica, psicóloga) fazem um serviço voluntario a tarde com os pacientes (como você poderá ver pelas fotos) de realização de artesanatos proporcionando alegria e os tirando da ociosidade. E hoje estou aqui para pedir a sua “boa-ação”.


Com muito sacrifício e com ajuda da comunidade, conseguimos pintar parte do hospital. Tenho sonhado com o término da reforma do nosso “Hospital-Lar” a fim de dar mais dignidade àqueles que tanto sofrem. Nos precisamos de reforma nos banheiros (pois hoje nossos pacientes passam para o banheiro pelo o corredor, e as vezes por eles serem demenciados eles vão nus, faltando dignidade aos mesmos, sonhamos que os banheiros fossem ligados as enfermarias), necessitamos de um galpão coberto para a realização dos projetos de artesanatos, onde alem do artesanato temos momentos com musicas, poesias, danças com os pacientes pois hoje esse projeto é realizado ao ar livre as sombras de nossas jaqueiras e no inverno e nos dias chuvosos, infelizmente esse trabalho não pode ser realizado. Nós temos necessidades de cadeiras de rodas e cadeiras de banho. Temos uma piscina em um local coberto mas infelizmente nossos pacientes não podem fazer uma hidroginástica pois nos não temos um aquecedor.

Se em tudo isso você não puder nos ajudar, gostaríamos que ao menos invés do “lata velha”, você realizasse um “cama velha”, pois hoje nossas camas são retas e nos impossibilita de uma postura para alimentar os nossos pacientes corretamente, porque elas não fazem “Fawler”.

Todos os nossos funcionários são muito motivados no intuito de ajudar aos pacientes a ter uma melhor qualidade de vida. Nosso sonho seria fazer um “lar-doce-lar” ou quem sabe você não faria um “Cama Velha” e nos ajudaria a dar mais dignidade aos nossos pacientes nesse momento tão difícil na vida dos mesmos?

Luciano, venha nos fazer uma visita sem compromisso, se você não quiser se identificar, pode vir fantasiado, tenho a certeza que quando você nos visitar você também ira abraçar essa causa junto com a gente e nos ajudará, o que te pedimos é isso, uma visita. Nossos pacientes não pediram para estar aqui, mas tenho a certeza que com a sua ajuda, você poderá tornar esta permanecia deles aqui muito melhor.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ser médico



Hoje, após a missa de sétimo dia do nosso querido Dr. Pedro Otávio, chamado por nós, funcionários do Hospital Manoel Cartucho, de Dr. Pedro, refleti sobre sua passagem por aqui.
Assim que assumiu a direção clínica do Cartucho, como costumava chamar, de forma muito íntima, como se fosse sua segunda casa, Dr. Pedro passou a contagiar a todos com seu entusiasmo por aquele lugar, e desde então lançou um desafio: transformá-lo em um local onde os pacientes se sentissem bem, num ambiente que respirasse vida e esperança. Eu, particularmente, fui uma das contagiadas por esse entusiasmo e, quando tive oportunidade, me engajei em seus projetos, trabalhando ao seu lado como psicóloga.
Ao longo desses quatro anos que passamos juntos no Hospital, tive a oportunidade de ver de perto e participar de sua atuação como médico, presenciei seu amor pelo oficio no carinho ao lidar com os pacientes e colegas de trabalho, um homem que soube como ninguém respeitar seus semelhantes, sempre ponderado e ético, buscando ver o melhor de cada um de nós, e acima de tudo nos dando oportunidade de crescer, pois sempre nos dava aulas, tinha prazer em dividir o seu saber e, em ensinando, também aprender.
Impossível não  lembrar das suas chegadas ao Hospital, quando fazia questão de parar o carro nos fundos para que pudesse andar por todas as enfermarias, ver e falar com todos os pacientes e funcionários, até chegar sala principal, para então olhar cuidadosamente as papeletas e fazer a prescrição, sempre acompanhado de algum colega, pois quando chegava tinha sempre alguém de prontidão para auxiliá-lo. Andar ao seu lado era um privilégio, era uma oportunidade de enriquecimento profissional e pessoal.  O detalhe é que sabia de cabeça quem eram os 120 pacientes, seus nomes e suas enfermidades.
Dr. Pedro adorava juntar os colegas na sala de reunião, e com seu jeito brincalhão, não livrava ninguém de suas piadas; Alcedina e Célia “Guerreira” que o digam. Nunca se furtou em atender ninguém, mas só dava receita se visse o paciente. Não raro acabava atendendo também às famílias dos pacientes, aos funcionários, às famílias e aos amigos dos funcionários, e até ao vizinho do Hospital, que virou seu amigo. A frase que mais se ouvia: Dr. Pedro resolve simplesmente porque sempre se doou, foi além...
Por tudo isso, Dr. Pedro se tornou especial, querido e admirado, ele deixou sua marca aqui, bem como em outros lugares, mas o Cartucho era a sua “menina dos olhos”, era o seu amor. Isso eu posso garantir por não ter sido apenas sua colega de trabalho, mas por ser sua filha.

 “Não cuido apenas de uma doença, cuido de uma pessoa que tem sentimentos, angústias, pessoas que às vezes só precisam falar e receber um pouco de atenção”. No que pregou e praticou, esta foi a lição de Pedro Otávio Enes Barreto.



Livia Motta Enes Barreto Abreu Barbosa

Chá Fraterno - Tarde agradavél marcada por lindas homenagens


     No dia 12/04/2012 as "sombras de nossas Jaqueiras" foi realizado o 1º Chá Fraterno do Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro. O evento teve como objetivo arrecadar fundos para que pudessemos continuar realizando o Projeto de Tardes de Artesanato, onde o objetivo é fazer um trabalho de terapia com os pacientes, como ja relatado neste blog.
    

     Durante o nosso chá, pudemos expor a nossa Lojinha "Com Arte", que alem de expor e vender os trabalhos de nossa Artesa Lu Monteiro, nos pudemos expor os trabalhos realizados com os pacientes durante as tarde de artesanato, como as toalhas e algumas bijuterias.


     Não podemos deixar aqui de agradecer aos nossos colaboradores, Rotary Club de Campos São Salvador que com seus incansaveis presidentes Ricardo e Ana Marcia Cruz, pudemos realizar e organizar esse lindo evento, Euclides Buffet, Edna Toledo, Lions Club de Campos, Floricultura São Salvador, Jornal Folha da Manhã, Junio Vidal que com sua musica alegrou e emocionou a todos, todos os que compareceram e colaboraram de alguma forma com o nosso 1º Chá Fraterno.

    

     O chá tambem foi marcado por uma linda homenagem ao nosso querido Dr. Pedro Otavio Enes Barreto, que infelizmente nos deixou na ultima segunda-feira, dia 9/4/2012, onde recitamos o refrão da musica Vento no Litoral, do Renato Russo:

"Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar "do CARTUCHO"
Queremos ser felizes ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem..."


 

Chá Fraterno