sábado, 30 de junho de 2012

2º Arraia do Cartucho

    
     Festa linda! Amigos Especiais! Não teria como não agradecer primeiramente a Deus que permitiu que a festa saisse como nós sonhamos... Obrigada Deus por nos permitir realizar mais esse sonho e que nosso objetivo (conserto das janelas do HAMCC) possa ser realizado com o dinheiro arrecadado nessa festa.

     Agradecimento mais do que especial aos grupos: Dibobeira, Receita do Pagode, Edy e Ivan e ao Dj Sagati que com a doação dos seus shows levaram alegria a nossa festa.

     Agradecimento as pessoas que ficaram nos bastidores da organização da festa, mas nos ajudaram para que ela fosse esse sucesso, Rotary Club de Campos São Salvador (em especial ao casal presidente 2011-2012 Ricardo Cruz e Ana Marcia, que são incansaveis em nos ajudar), a Loja Maçonica Libertas Quae Será Tamem, Fátima da Projex, Supermercado Preço Bom Plus, Hortifruit, Srª Sandra Toledo, Sr. Eduardo Parente, Sr. Uara Pereira, Grupo Folha da Manha, Radio 97 FM, Radio Continental, Centro Grafico da SCMC, Alcedina, "Amigo" Walace, Grupo da Terceira Idade Lua Prateada, Lions Clube, Elaine (Setor de Eventos da PMCG), Ana Paula Pudim, Guarda Civil Municipal, Funcionários do HAMCC, ao marcador da quadrilha Sr. Sapo, aos funcionários e seus familiares que participaram da quadrilha, as Grupo "Mães do Cartucho" que fizeram as delicias da barraca de milho, ao casal Heloisa e Zé Augusto que todos os anos ficam em nosso caixa, aos familiares dos pacientes e todos que prestigiaram a nossa linda festa e claro, ao nosso quarteto mais do que fantastico (Fátima, Clarisse, João Victor e Atila).

Receita do Pagode

Receita do Pagode

Receita do Pagode

Dj SaGaTi

Quadrilha dos funcionários do Cartucho


Quadrilha dos funcionários do Cartucho

Quadrilha dos funcionários do Cartucho

Quadrilha dos funcionários do Cartucho

Dibobeira
 
 
Dibobeira


 Dibobeira


Dibobeira

Clarisse, Acaua, Fátima e Thiago Chila

Edy e Ivan

Edy e Ivan e as suas dançarinas

Flávinha arrasando com Edy e Ivan


Não faltou corações apaixonados pedindo pro Edy ler os recadinhos do "correio do amor" no palco


domingo, 27 de maio de 2012

Carta enviada ao Luciano Hulk.

  Olá Luciano,
    
    Trabalho no Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro que é uma instituição carente e é o único hospital no estado do Rio de Janeiro de longa permanência (um hospital onde os pacientes normalmente permanecem por tempo indeterminado, porque são portadores de doenças crônicas e necessitam de cuidados médicos e de outras especialidades como fisioterapia, fonoaudiólogia, dentre outras) com 120 leitos. A maior parte dos pacientes são idosos, ex-moradores de rua, que apresentam doenças que comprometem tanto a motricidade como as funções cerebrais, e conseqüentemente levando a perda de autonomia e independência. A maioria depende de ajuda de terceiros para realização das atividades de vida diária (tomar banho, vestir-se, alimentar-se, etc..) e tomar decisões sobre a vida, o que acarreta alem de problemas patológicos, problemas sociais pois alguns pacientes poderiam ser cuidados em casa, mas para tal é necessário que as famílias tenham recursos financeiros para custear cuidadores, fisioterapeuta, fonodiólogo, consultas médicas, muitas vezes material para curativos, alimentação apropriada para àqueles que utilizam sonda gástrica ou nasoentérica e medicamentos. Com isso, alguns pacientes tem o carinho dos familiares que os visitam e estão impedidos de te-lo em casa por falta de recursos financeiros e temos pacientes que alem desses problemas, são deixados aqui e que as famílias não vem visitar e contam sempre com o carinho e atenção de nos funcionários.

O Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro em Campos dos Goytacazes (RJ) era uma chácara que foi doada por um comerciante da cidade, que fez questão de deixá-la em testamento para instalação de um hospital, que então recebeu o nome do doador.

O nosso objetivo é proporcionar aos nossos pacientes um tratamento digno, objetivando sempre que possível a reabilitação total, mas quando isso é inviável,  nos esforçamos para adaptá-los a nova realidade de vida, e  que os mesmos possam ser reintegrados as suas famílias e a sociedade com maior independência e autonomia (capacidade de tomar decisões sobre a própria vida) trazendo menos desgaste à família e ao paciente.
           
Para o sucesso de nosso trabalho sempre contamos com a ajuda e a “boa-ação” dos nossos amigos no intuito de conseguir doações de alimentos, roupas, materiais de higiene pessoal e limpeza, medicamentos, materiais para curativos. Ano passado nos realizamos uma festa-junina e esse ano já realizados um chá-fraterno no intuito de arrecadar fundos para o nosso hospital para realizarmos pequenas reformas e o chá fraterno foi no intuito de arrecadar fundos para que os nossos pacientes pudessem realizar um projeto de artesanato onde nossos funcionários (enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêutica, psicóloga) fazem um serviço voluntario a tarde com os pacientes (como você poderá ver pelas fotos) de realização de artesanatos proporcionando alegria e os tirando da ociosidade. E hoje estou aqui para pedir a sua “boa-ação”.


Com muito sacrifício e com ajuda da comunidade, conseguimos pintar parte do hospital. Tenho sonhado com o término da reforma do nosso “Hospital-Lar” a fim de dar mais dignidade àqueles que tanto sofrem. Nos precisamos de reforma nos banheiros (pois hoje nossos pacientes passam para o banheiro pelo o corredor, e as vezes por eles serem demenciados eles vão nus, faltando dignidade aos mesmos, sonhamos que os banheiros fossem ligados as enfermarias), necessitamos de um galpão coberto para a realização dos projetos de artesanatos, onde alem do artesanato temos momentos com musicas, poesias, danças com os pacientes pois hoje esse projeto é realizado ao ar livre as sombras de nossas jaqueiras e no inverno e nos dias chuvosos, infelizmente esse trabalho não pode ser realizado. Nós temos necessidades de cadeiras de rodas e cadeiras de banho. Temos uma piscina em um local coberto mas infelizmente nossos pacientes não podem fazer uma hidroginástica pois nos não temos um aquecedor.

Se em tudo isso você não puder nos ajudar, gostaríamos que ao menos invés do “lata velha”, você realizasse um “cama velha”, pois hoje nossas camas são retas e nos impossibilita de uma postura para alimentar os nossos pacientes corretamente, porque elas não fazem “Fawler”.

Todos os nossos funcionários são muito motivados no intuito de ajudar aos pacientes a ter uma melhor qualidade de vida. Nosso sonho seria fazer um “lar-doce-lar” ou quem sabe você não faria um “Cama Velha” e nos ajudaria a dar mais dignidade aos nossos pacientes nesse momento tão difícil na vida dos mesmos?

Luciano, venha nos fazer uma visita sem compromisso, se você não quiser se identificar, pode vir fantasiado, tenho a certeza que quando você nos visitar você também ira abraçar essa causa junto com a gente e nos ajudará, o que te pedimos é isso, uma visita. Nossos pacientes não pediram para estar aqui, mas tenho a certeza que com a sua ajuda, você poderá tornar esta permanecia deles aqui muito melhor.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ser médico



Hoje, após a missa de sétimo dia do nosso querido Dr. Pedro Otávio, chamado por nós, funcionários do Hospital Manoel Cartucho, de Dr. Pedro, refleti sobre sua passagem por aqui.
Assim que assumiu a direção clínica do Cartucho, como costumava chamar, de forma muito íntima, como se fosse sua segunda casa, Dr. Pedro passou a contagiar a todos com seu entusiasmo por aquele lugar, e desde então lançou um desafio: transformá-lo em um local onde os pacientes se sentissem bem, num ambiente que respirasse vida e esperança. Eu, particularmente, fui uma das contagiadas por esse entusiasmo e, quando tive oportunidade, me engajei em seus projetos, trabalhando ao seu lado como psicóloga.
Ao longo desses quatro anos que passamos juntos no Hospital, tive a oportunidade de ver de perto e participar de sua atuação como médico, presenciei seu amor pelo oficio no carinho ao lidar com os pacientes e colegas de trabalho, um homem que soube como ninguém respeitar seus semelhantes, sempre ponderado e ético, buscando ver o melhor de cada um de nós, e acima de tudo nos dando oportunidade de crescer, pois sempre nos dava aulas, tinha prazer em dividir o seu saber e, em ensinando, também aprender.
Impossível não  lembrar das suas chegadas ao Hospital, quando fazia questão de parar o carro nos fundos para que pudesse andar por todas as enfermarias, ver e falar com todos os pacientes e funcionários, até chegar sala principal, para então olhar cuidadosamente as papeletas e fazer a prescrição, sempre acompanhado de algum colega, pois quando chegava tinha sempre alguém de prontidão para auxiliá-lo. Andar ao seu lado era um privilégio, era uma oportunidade de enriquecimento profissional e pessoal.  O detalhe é que sabia de cabeça quem eram os 120 pacientes, seus nomes e suas enfermidades.
Dr. Pedro adorava juntar os colegas na sala de reunião, e com seu jeito brincalhão, não livrava ninguém de suas piadas; Alcedina e Célia “Guerreira” que o digam. Nunca se furtou em atender ninguém, mas só dava receita se visse o paciente. Não raro acabava atendendo também às famílias dos pacientes, aos funcionários, às famílias e aos amigos dos funcionários, e até ao vizinho do Hospital, que virou seu amigo. A frase que mais se ouvia: Dr. Pedro resolve simplesmente porque sempre se doou, foi além...
Por tudo isso, Dr. Pedro se tornou especial, querido e admirado, ele deixou sua marca aqui, bem como em outros lugares, mas o Cartucho era a sua “menina dos olhos”, era o seu amor. Isso eu posso garantir por não ter sido apenas sua colega de trabalho, mas por ser sua filha.

 “Não cuido apenas de uma doença, cuido de uma pessoa que tem sentimentos, angústias, pessoas que às vezes só precisam falar e receber um pouco de atenção”. No que pregou e praticou, esta foi a lição de Pedro Otávio Enes Barreto.



Livia Motta Enes Barreto Abreu Barbosa

Chá Fraterno - Tarde agradavél marcada por lindas homenagens


     No dia 12/04/2012 as "sombras de nossas Jaqueiras" foi realizado o 1º Chá Fraterno do Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro. O evento teve como objetivo arrecadar fundos para que pudessemos continuar realizando o Projeto de Tardes de Artesanato, onde o objetivo é fazer um trabalho de terapia com os pacientes, como ja relatado neste blog.
    

     Durante o nosso chá, pudemos expor a nossa Lojinha "Com Arte", que alem de expor e vender os trabalhos de nossa Artesa Lu Monteiro, nos pudemos expor os trabalhos realizados com os pacientes durante as tarde de artesanato, como as toalhas e algumas bijuterias.


     Não podemos deixar aqui de agradecer aos nossos colaboradores, Rotary Club de Campos São Salvador que com seus incansaveis presidentes Ricardo e Ana Marcia Cruz, pudemos realizar e organizar esse lindo evento, Euclides Buffet, Edna Toledo, Lions Club de Campos, Floricultura São Salvador, Jornal Folha da Manhã, Junio Vidal que com sua musica alegrou e emocionou a todos, todos os que compareceram e colaboraram de alguma forma com o nosso 1º Chá Fraterno.

    

     O chá tambem foi marcado por uma linda homenagem ao nosso querido Dr. Pedro Otavio Enes Barreto, que infelizmente nos deixou na ultima segunda-feira, dia 9/4/2012, onde recitamos o refrão da musica Vento no Litoral, do Renato Russo:

"Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar "do CARTUCHO"
Queremos ser felizes ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem..."


 

Chá Fraterno

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Cartucho está em Luto.

              MORRE O MÉDICO PEDRO OTÁVIO ENES BARRETO



 
Morreu na tarde desta segunda-feira, aos 55 anos, o médico Pedro Otávio Enes Barreto. Vítima de um câncer na bexiga, contra o qual lutava há cerca de um ano, ele faleceu por volta das 16h50, cercado por familiares, colegas, amigos e ex-pacientes, no Hospital Prontocardio, onde estava internado desde a última terça. O velório está sendo realizado no auditório da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), desde a noite de hoje, de onde seu corpo seguirá para ser sepultado nesta terça-feira (10), no Cemitério do Caju.
Em 25 de janeiro deste ano, Pedro Otávio recebeu o prêmio de “médico do ano”, concedido pela Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC), num auditório repleto de colegas que o ovacionaram de pé. Era o reconhecimento a quem após se formar na FMC, na turma de 1983, se tornou um dos clínicos gerais e geriatras mais conceituados da região, diretor clínico do Hospital Manoel Cartucho e médico cuja prática não conhecia limites entre a saúde pública municipal de Campos, onde frisava ter se dado sua verdadeira formação profissional, e do seu concorrido consultório particular, no qual atendia com igual atenção quem pudesse ou não pagar por sua atenção, chegando várias vezes a ministrar, por meio de amostras grátis, os remédios para cura que prescrevia.
Ainda na medicina pública, Pedro Otávio foi também, entre 2005 e 2006, o primeiro secretário de Saúde da prefeita Carla Machado, em São João da Barra, que nesta segunda-feira teve luto oficial decretado pela morte. Ele foi ainda professor da FMC, destacando-se não só pela insistência na humanização da formação dos novos médicos, como colocando-a também em prática nos tradicionais churrascos que organizava na própria casa com todas as suas turmas.
Embora trabalhador compulsivo, era conhecido por manter o mesmo hábito, sempre que possível, com toda uma legião de amigos, colecionados às centenas, sem nenhuma distinção de raça, credo, idade ou classe social. Todavia, mais do que a devoção e os princípios humanitários com os quais praticou a medicina, talvez tenha sido pela maneira como chegou à ela o maior motivo da admiração irrestrita por Pedro Otávio.
Com apenas 16 anos, vítima de um acidente automobilístico que o deixou tetraplégico, ele se dedicou durante um ano ao mais árduo trabalho de fisioterapia para andar novamente. E mesmo voltando a fazê-lo com limitações motoras e o auxílio da inseparável muleta, nunca buscou essa em ninguém para guiar sozinho o próprio carro, entre  tantas frentes de trabalho, saindo de casa quase sempre de manhã e só regressando tarde da noite, fazendo por sacerdócio a missão de curar nos outros toda dor que um dia sentiu. Se o tamanho dos homens é medido pela grandeza dos seus desafios, raro se conheceu, na sua terra e no seu tempo, um homem maior que Pedrinho

quarta-feira, 21 de março de 2012

Entrevista com Dr. Pedro Otavio Enes Barreto - Diretor Clínico do Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro

ENTREVISTA
Dr. Pedro Otavio Enes Barreto
Clínico Geral | Geriatra | Gerontólogo
CRM 52 42866-7
poenesbarreto@gmail.com

Única instituição de longa permanência no estado do Rio, o Hospital Manoel Cartucho de Castro atende atualmente 120 pacientes, de Campos e várias cidades da região, conjugando excelente assistência médica, psicológica, fisioterápica, fonoterápica, nutricional e assistência social  com algo ainda mais indispensável a quem está doente: atenção e carinho. O corpo clínico composto por uma equipe multidisciplinar competente sob a direção de  Dr. Pedro Otávio Enes Barreto.
Instalado em local privilegiado com mais de dois mil metros quadrados de área verde e ambientação tranquila, a unidade de saúde teve a destinação escolhida por seu doador, o comerciante Manoel Cartucho de Castro que fez questão de deixar a chácara da família, em testamento para instalação de um hospital. No dia 5 de abril de 2001, foi oficializado o seu  credenciamento à rede de saúde, e realizado o primeiro plantão médico sob a chefia do clínico geral,Dr. Dilzete Moralles Bittencourt.
Após mais de 10 anos em atividade, o Manoel Cartucho hoje é conceituado como um hospital de referência, onde a maior parte dos pacientes, formada por pessoas idosas, tem os cuidados e tratamentos necessários à melhora de sua qualidade de vida.
Para falar sobre a assistência realizada pelo Manoel Cartucho, a Revista Saúde Press entrevista o Dr. Pedro Otávio.

SP - O Hospital Manoel Cartucho é um hospital de longa permanência. O que isso significa?
PO - É um hospital onde os pacientes normalmente permanecem por tempo indeterminado, porque são portadores de doenças crônicas e necessitam de cuidados médicos e de outras especialidades, o hospital é credenciado para o atendimento mas áreas de reumatologia, doenças osteoarticulares, cardiovasculares, pulmonares crônicas e neurológicas.
         A instituição é mantida pela Santa Casa de Misericórdia de Campos com recursos advindos da secretaria municipal de saúde.

SP - Qual é o perfil da clientela desta instituição?
PO – As patologias supra citadas acometem principalmente pessoas idosas, acarretando-lhes seqüelas motoras e neurológicas que comprometem tanto a motricidade como as funções cerebrais, e consequentemente levando a perda de autonomia e independência.
         A maioria dos nossos clientes depende de ajuda de terceiros para a realização das atividades de vida diária ( tomar banho, vestir-se, alimentar-se...) e tomar decisões sobre a sua vida.

SP – Como explicar o numero tão grande de pessoas idosas?
PO- Pelo fato da população idosa ser a que mais cresce em nosso país. Em Campos já chegamos a taxa de 12% acima de 60 anos que está no mesmo patamar das grandes cidades brasileiras.
         Apesar dos avanços nas ações desenvolvidas pela secretária de saúde do município, já mostrarem bons resultados na prevenção de doenças prevalentes na terceira idade (Hipertensão arterial, Diabettes, Dislipidemias), existe ainda a necessidade de implementar programas específicos para essa faixa etária, como por exemplo a criação de centros de referencias, centros- dia, que são locais onde além de assistência médica, orientação e pratica de atividades físicas são desenvolvidas atividades culturais,  que beneficiam também as funções cerebrais, trazendo benefícios àqueles que  apresentam deficiência de memória.             

SP - Não poderiam ser cuidados em casa?
PO – Poderiam sim, mas para tal é necessário que as famílias tenham recursos financeiros para custear cuidadores, fisioterapeuta, fonodiólogo, consultas médicas, muitas vezes material para curativos, alimentação apropriada para àqueles que utilizam sonda gástrica ou nasoentérica e medicamentos.
         Na atualidade torna-se mais difícil ainda, cuidar de um ente querido em sua residência, devido a impossibilidade de se disponibilizar membros da família para tal função. Isto porque as mulheres que sempre foram as grandes cuidadoras, nos dias de hoje, participam ativamente do mercado de trabalho para melhorar a renda familiar, em decorrência da dificuldade econômica vivida pela maioria da população brasileira. Os jovens se encontram em situação semelhante a de seus pais, alem disso buscam através da educação obter melhor qualificação profissional. 
    
SP - Como os pacientes chegam ao hospital?
PO - Vêm de suas residências, ou encaminhados de hospitais da rede pública ou privada, de nossa cidade e de municípios de nossa região,  porém a demanda espontânea é a prevalente. Hoje existe uma lista de espera de pacientes que se encontram em suas casas. Tal fato demonstra a necessidade de intensificar, como já dito anteriormente, ações de medicina preventiva e aumento do numero de leitos de longa permanecia.  
  
SP - Como é o dia-a-dia deles?
PO - Eles recebem cuidados de nossa equipe multidisciplinar, necessários  à manutenção de sua integridade física e emocional além disso oferecemos lazer em espaços apropriados tanto ao ar livre com também em áreas especificas de nossa estrutura física. Podemos citar ainda a pratica de atividades físicas em grupo como de grande valia não somente para as funções motoras com também para as funções cerebrais.   

SP - Qual o número de funcionários?
PO - Temos sete médicos plantonistas, sete médicos diaristas, oito enfermeiros, um farmacêutico, uma estagiária de farmácia, uma assistente social, um psicólogo, três fisioterapeutas, uma fonoaudióloga, uma nutricionista e 59 técnicos de enfermagem, além do pessoal administrativo e funcionários responsáveis pela limpeza e higienização que são prioridades para o bom funcionamento de nosso hospital.

SP – Além da secretaria municipal de saúde quais são as outras fontes de recursos?
PO – A secretaria municipal de saúde é a nossa principal fonte arrecadadora, que além dos repasses do SUS, suplementa nossa receita mensal com recursos próprios do município.
         A sociedade nunca deixou de ser parceira do Hospital Manoel Cartucho de Castro, desenvolvendo atividades de lazer, recreativas, vários tipos de doações: roupas, alimentos, lanches, etc. Não podemos deixar de dar destaque ao importante papel do Rotary Clube de Campos, instituição que nos últimos meses nos presenteou com gerador de eletricidade, equipamentos hospitalares ( camas, oximetros, bombas de infusão) que compõem a nossa unidade de pacientes graves, dentre outras coisas.  

SP – O que representa o Hospital Manoel Cartucho de Castro para a saúde do município?
PO-  O nosso objetivo é proporcionar a nossa clientela um tratamento digno, objetivando sempre que possível a reabilitação total, mas quando isso é inviável,  nos esforçamos para adaptá-los a nova realidade de vida, e  que os mesmos possam ser reintegrados as suas famílias e a sociedade com maior independência e autonomia ( capacidade de tomar decisões sobre a própria vida) trazendo menos desgaste à família e ao cliente.
         Para o sucesso de nosso trabalho sempre envolvemos a família nos cuidados de seus dependentes, sem o qual pode inviabilizar todas as nossas ações desenvolvidas.
         Mantemos um número significativo de altas hospitalares, elevado em se tratando de instituição de longa permanência. No momento da alta a família é orientada por nossa equipe sobre a maneira que deverá proceder daí por diante.   

segunda-feira, 5 de março de 2012

FMC realiza semana do trote solidário

     Com objetivo inibir os trotes violentos, a Faculdade de Medicina de Campos (FMC), iniciou nesta segunda-feira a 4ª edição da Semana do Trote Solidário. De acordo com o diretor da instituição, Nélio Artíles Freitas, que abriu a o evento com aula motivacional, na parte da manhã, no anfiteatro da instituição, a campanha intitulada “Não ao trote vexatório, sim à recepção solidária” este ano está voltada ao carinho com visitas a instituições de assistência social, apresentação do Bando de Palhaços, que colabora com os Doutores da Alegria no Estado do Rio de Janeiro e inauguração da Farmácia Escola Professor Wilson Paes. A semana do Trote solidário se estende até a próxima quinta-feira.

     — A mudança do trote foi realizada, devido antes a brincadeira era considerada maldosa e traria uma imagem ruim para a instituição, ao ver que futuros profissionais da saúde estavam envolvidos em trotes vexatórios e violentos. Desde meados do ano passado, a fim de motivar instituições em realizar o trote solidário, o Ministério da Educação está adotando o sistema de pontuações para as unidades — informou o diretor da instituição.

     Nélio Artíles ressaltou que apesar de alguns alunos gostarem de serem pintados e participarem da brincadeira do trote, os calouros podem escolher se querem ou não participar. “A instituição estará fiscalizando o evento para que ele ocorra naturalmente. Além disso, os alunos que praticarem o trote vexatório fora da instituição também serão punidos”, disse.

     Nesta terça-feira (6) e quinta-feira, os alunos vão fazer uma visita nas instituições do Centro Dia, Associação Irmãos da Solidariedade, Hospital Manoel Cartucho e Asilo do Monsenhor Severino, acompanhados do grupo de saúde coletiva, psicólogos e assistentes sociais, a fim de fazer com que os calouros desenvolvam ações de apoio a essas instituições. À noite, os alunos irão assistir a apresentação do Bando de Palhaços, que colabora com os Doutores da Alegria, a fim de formar novos colaboradores, já que há falta do grupo no estado do Rio. Amanhã, haverá inauguração da Farmácia Escola Professor Wilson Paes, às 20h, na rua Benta Pereira. A unidade vai atender aos alunos do curso de graduação em Farmácia, com oportunidade de estágio, e também proporcionar aos cidadãos a oportunidade de adquirir produtos de qualidade e ainda contribuir para a formação de novos profissionais.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tardes de artesanato

     "O trabalho é um estimulante geral, com ele distraímos a atenção do doente da sua doença, fixamos a sua atenção em coisas razoáveis, tornamos a dar-lhe hábitos de ordem, estimulamos sua inteligência e, com isso, recuperamos muitos desses desafortunados." (Jean-Étienne Esquirol (1772 - 1840), no livro "Des maladies mentales".)

    
      A arte pode actuar através da prevenção, habilitação ou da reabilitação (saúde). Todas as pessoas que possuem uma disfunção ocupacional nas suas actividades da vida diária são elegíveis de obter ganhos através de trabalhos manuais. Sendo que a disfunção ocupacional ocorre quando não se consegue realizar de maneira satisfatória as actividades de trabalho, lazer e auto-cuidado. Desta forma, pessoas com disfunções neurológicas (Parkinson, Alzheimer, por ex.), com condições incapacitantes ou degenerativas (cancro, artrose, artrite reumatóide, fibromialgia, etc), com disfunções motoras (traumatismos do membro superior, coluna, etc.), com disfunções relacionadas com o trabalho (lesão por esforço repetitivo, stress, baixo rendimento, etc.), com condições pediátricas incapacitantes (hiperactividade, distúrbios do brincar, distúrbios de aprendizagem, síndromas diversas, distúrbios de coordenação, etc.), com transtornos mentais (psicose, depressão, transtornos obsessivos compulsivos, neuroses e outros transtornos mentais) são o público-alvo dos trabalhos manuais.


     Nós no Hospital de Apoio Manoel Cartucho de Castro, desempenhamos, mediante a equipe multidisciplinar, um trabalho de artes manuais com os pacientes, onde desenvolvemos oficinas de artesanatos, jogos com estimulação audio-visual, pintura, dentre outras atividades, sempre visando a estimulação psico-motora.